INEXISTÊNCIA DE SIGILO BANCÁRIO SOBRE CONTAS PÚBLICAS: UMA QUESTÃO DE HERMENÊUTICA CONSTITUCIONAL
RESUMO: O trabalho perquire acerca da não incidência do sigilo bancário sobre as contas bancárias em que se movimentam recursos públicos como decorrência de uma interpretação sistemática do texto. Apresenta quais os princípios hermenêuticos constitucionais que permitem chegar essa conclusão. Investiga a teleologia constitucional do instituto do sigilo bancário como decorrência do princípio da privacidade. Confronta diante da situação específica de contas bancárias públicas, os princípios da privacidade e da publicidade da Administração Pública. Por fim comprova, através de uma análise sistemática do texto constitucional e da Lei Complementar nº 105/01, a submissão das contas bancárias públicas ao princípio da publicidade, possibilitando assim o seu acesso pelo Ministério Público. Palavras-chave: Constituição. Sigilo. Publicidade.



